Um Mundo Azul e a Grande Descoberta | Aprendi a Ver o Mundo na Cor Azul

A vida inteira, eu vivi um mundo cor de rosa, cheio de bonecas, vestidos, laços e brincadeiras de casinha. Um mundo repleto de fofura e carinho, onde eu sempre era a princesa em busca de um príncipe encantado no cavalo azul. Um verdadeiro sonho de menina que me perseguiu por muitos anos.

Fui crescendo e percebi que este conto de fadas não existe, quer dizer, não exatamente como eu sonhava, porque nunca vi um cavalo azul. Mas, este tal cavalo nunca saiu da minha cabeça e na minha gestação, ele estava lá, o meu pequeno príncipe. O meu pequenino que já não é tão pequenino assim e que completa hoje 6 anos. Mas, o que isso significa? O que eu aprendi com a cor azul?

Mãe Sem Frescura - Aprendi a Ver o Mundo na Cor Azul

O azul sempre me perseguiu e desde pequena é a minha cor preferida, aquele azulzinho claro tom de bebê, sabe?! E aí, estava grávida de um menino e todo aquele azul veio à tona. Como é ser mãe de um menino? Do que eles brincam? O que os meninos gostam? Eram muitas perguntas, porque simplesmente não sou um e por mais maluco que isso seja, a gente se questiona. Para responder todas essas perguntas há um ano escrevi um texto lindo “Ser mãe de menino” (confira aqui).

Voltando ao tema deste post, percebi que o mundo azul é agora o meu mundo cor de rosa e que a cada dia tenho um novo aprendizado. Assim, aprendi a ser mãe percebendo o que meu filho gosta e fazendo isso parte do meu novo mundo. Um mundo totalmente desconhecido para mim, vivendo uma descoberta diária da real maternidade.

Agora entendo tudo de futebol, quer dizer, impedimento, times, campeonatos, faltas, cartões vermelhos e amarelos, ou seja, estou adquirindo novos conhecimentos, não é verdade?! Sei tudo também de carros e desenhos malucos do Cartoon Network, para assim, entender o mundinho dele que também agora é o meu.

Tem dias que olho e me pergunto: “Meu Deus! Acho que não conseguirei acompanhar tudo que ele gosta”. Penso que às vezes, deveria me empenhar mais para fazer parte de tudo isso com mais freqüência, entretanto percebo que a cobrança me torna “menos mãe”, ou seja, é melhor viver tudo isso intensamente de forma leve para que o mundo dele seja cada vez mais o meu mundo.

O carinho também foi um grande questionamento por anos, pois desde que o Flavio nasceu sempre fui do tipo de mãe que adora um chamego, dormir agarradinha e fazer carinho para dormir. Ele cresceu e dizia: “Mãe, eu não quero carinho.” Neste momento tive que engolir os meus sentimentos e aceitar que ele não queria mais nada daquilo, porque simplesmente cresceu. Foi difícil, entretanto o tempo é o melhor remédio, porque há uns dois meses, ofereci novamente este tal carinho e ele disse: “Mãe, pode fazer carinho”. Não sabia nem o que dizer, simplesmente fiz e senti que os nossos laços são mais fortes do que nunca e que o amor e o tempo serão sempre os nossos aliados deste mundo na cor azul.

Aprendi a respeitar os sentimentos e anseios dele, aprendi que a vida é uma roda gigante que nunca para de girar e que estou criando o meu filho para ser um príncipe em educação, inteligência, amor e cordialidade, ou seja, aquele príncipe que sempre sonhei do cavalo azul. O meu verdadeiro príncipe encantado (espero que o meu marido não leia isso…kkkk).

Aprendi a Ver o Mundo na Cor Azul
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