Brincadeira que se Transforma em Vício

Atualmente, as crianças estão vidradas pela tecnologia. Mesmo que nunca tenham tocado em certo tipo de celular, por exemplo, ao receberem tal equipamento, esses pequenos descobrem rapidinhos onde estão os jogos, fotos e tudo que os interessa. É impressionante!

Mãe Sem Frescura - Brincadeira que se transforma em vicio
Prós: 
Hoje o mundo é pura tecnologia, o que é muito bom por um lado. Com esta ferramenta temos informação na palma da mão, basta digitar uma dúvida no Google ou em qualquer outro buscador que a informação vem pronta.
Já o vídeo game e jogos no celular são uma ferramenta excelente, porque desenvolve o intelecto. Além de ser uma brincadeira super divertida e conveniente para os pais, pois é possível deixá-los brincando enquanto resolvemos alguma coisa. O mesmo vale para os joguinhos infantis que encontramos no Discovery Kids, Friv, entre outros (pelo computador).
Contra: 

Mas, como tudo na vida, temos o lado negativo da tecnologia.

Nem toda a informação que está na internet é verídica, ou seja, tem muita gente publicando coisas sem qualquer fundamento e até mesmo muita mentira. Por isso, é importante sempre verificar a procedência da informação para acreditar ou não naquilo que está lá.

Quanto a internet, as crianças e adolescentes estão com acesso a coisas demais (inapropriadas para a idade). Por isso, é importante que os pais estejam sempre de olhos abertos.Não que você deve proibi-los, mas tudo tem idade para ser visto. Tem crianças que possuem o acesso liberado dentro de casa, o que é um erro, porque precisam de regra e são os pais que devem determiná-las.

Não é porque é menino que deve ter acesso a jogos de roubos, mortes, etc.
Tudo tem o seu momento para ser descoberto.Considero que não é correto uma criança de apenas 4 anos ter acesso a este tipo de tecnologia. Não que ele será um assassino ou ladrão vendo isso agora, mas não é adequado que nesta idade tenha acesso a este tipo de violência.
No mês de maio/2014, assisti ao programa “A Liga” a respeito da tecnologia e realmente fiquei chocada com o que vi e descobri no programa, porque nunca imaginei nada parecido com o que foi mostrado lá. Crianças e pré Adolescentes vendo coisas na internet ou no próprio celular totalmente sem sentido. Para eles é algo absolutamente normal, e o pior de tudo é que estão compartilhando por aí (teor pornográfico).
Vício: 
Voltando ao título deste artigo. Quando a brincadeira é legal, vira vício muito rápido.

Crianças e adolescentes são apaixonados por vídeo game e jogos do celular e internet, mas é preciso sempre limitar o tempo e/ou os dias.Muitas vezes, a criança quer jogar hoje por outras, amanhã também e depois de amanhã também. Se perdeu, quer jogar de novo para ganhar, e se ganhou, quer jogar de novo para ganhar novamente. Quando é decidido que o tempo acabou, a situação fica uma loucura e um chororô sem vim.

É preciso ter disciplina para incentivá-los e também brecá-los quando a ferramenta está sendo usada em excesso. É uma situação difícil, mas tudo com moderação é mais saudável e prazeroso.
Que tal estabelecer uma competição com hora ou partidas para acabar?!
Fica a dica!!!
Exemplo de Vício: 
Segue relato publicado no site “UOL” do britânico Guy Adams ao jornal Daily Mail a respeito do vício da tecnologia em crianças e o quanto é importante definir regras para o uso:
Seu filho de 3 anos ficou viciado no iPad – o garoto chegou a acordar às 4h, dizendo que precisava usar o tablet. Diante do problema, Adams buscou ajuda, submeteu a criança a um período de “detox” e criou regras para o uso dessa tecnologia. Alguns dirão que é irracional sugerir que uma criança de três anos […] sofre de algum tipo de dependência. Outros poderão dizer que […] estou tentando me esquivar da responsabilidade que tenho sobre seu comportamento (…). Mas ele adota a palavra “vício” e afirma que esse comportamento tende a afetar as gerações mais novas – principalmente aquelas que usam eletrônicos antes de aprender a falar ou andar. A vergonha e tristeza que me tomaram quando percebi que meu filho estava viciado ficarão comigo para sempre (…). Segundo ele, isso aconteceu no início de janeiro, quando William entrou no quarto dos pais às 4h. “Pai, preciso do iPad”, disse o menino. “Olhei para o relógio, fiquei de pé e fui com ele até seu quarto”. Ele colocou o filho na cama, dizendo que precisava dormir, pois ainda era noite. Às 7h, quando acordou, Adams percebeu que o iPad não estava em seu quarto – ele havia deixado o eletrônico carregando. Foi então para a sala, onde encontrou o filho no chão, jogando “Pig’s Puddle Jump”. A bateria estava na metade, indicando que William já tinha usado o tablet por pelo menos duas horas. O pai tomou o iPad, e o filho reagiu chorando muito. Seguindo dicas publicadas por Graham, Adams iniciou um tratamento de “detox” (desintoxicação), privando seu filho de qualquer equipamento tecnológico por 72 horas. Ele descreveu o primeiro dia como “brutal”, com o menino reclamando, implorando e chorando. William chegou a demandar seu iPad, aos berros. Os outros dias foram melhores, com o garoto redescobrindo outros brinquedos, como quebra-cabeças e livros. Ele também passou a pedir o tablet em menos ocasiões. Foi então que a família começou um processo de reintrodução do iPad, durante períodos controlados: duas horas por dia, no total, divididas em curtas “sessões”. Ele não pode usar o equipamento até uma hora antes de dormir. O brilho da tela foi reduzido, e aplicativos muito barulhentos foram eliminados. Duas vezes por semana, o garoto fica completamente sem acesso a eletrônicos: trata-se da “dieta 5:2 de tela. Fonte:  http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/30/britanico-relata-vicio-do-filho-de-3-anos-em-ipad-e-como-tratou-problema.htm

Priscila Casimiro
Mãe Sem Frescura

Este texto é de minha autoria publicado no site da Atitude Revista
http://atituderevista.com/brincadeira-que-se-transforma-em-vicio/

 

Brincadeira que se Transforma em Vício – Quais os Prós e Contras?
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