Olá, Gente…

Os blogs tb são criados para manisfestar opiniões… e uma que me revolta é o preconceito… qualquer tipo… por isso, estou aqui apoiando esta idéia!!!

Não importa qual tipo de preconceito… o que importa é educar o seu filho para que tenhamos um mundo cada vez melhor e mais humano.
O seu filho possivelmente será uma cópia sua no futuro… se vc joga lixo no chão da rua… ele provalmente tb fará isso, então… se vc tem preconceito (de qualquer tipo)… provalmente o seu filho tb terá…
É assim que queremos um mundo melhor?!

Esta semana a Mari que conheci neste mundo dos blogs e q amo de paixão pela lição de vida que leio no blog dela… ela sempre está falando dos preconceitos que vive por ter um filho com paralisia cerebral…
Então… a Mari do Blog http://contosmamaepolvo.blogspot.com/ autorizou a publicação de um dos textos dela…
E assim, divulgamos cada vez mais esta idéia!!!

“Mais um capítulo da novela “Inclusão”. Quem me conhece ou quem me lê sabe que eu não acredito na tão dita inclusão escolar. Já tive muitas provas disso na minha saga em busca de escola para Leo desde antes dele completar 2 anos. Muitas pessoas afirmam que sim, a inclusão existe. Me contam como seus filhos tem amiguinhos cadeirantes, com síndrome de down e etc em suas turmas. Então venho aqui fazer uma obsevação importante.

Existem diversos tipos de deficiência. Não se pode dar um tratamento igual a todas. Vou falar pelo meu Leo. Ele tem o controle motor e as mesmas necessidades de um bebê, mesmo aos 4 anos. Usa fralda, toma mamadeira e depois tenho de colocá-lo em posição de arrotar, chora para se comunicar já que não sabe falar, se alimenta de 3 em 3 horas com comidinha amassadinha e etc. Não tem controle de tronco e nem de pescoço, assim como um recém nascido. Isso dificulta a inclusão. Não se pode compará-lo a uma criança com comprometimento intelectual, com síndrome de down por exemplo que tem a capacidade de se sentar sozinho ou mastigar. É outro mundo dentro do mesmo universo.

A verdadeira inclusão, não pode escolher deficiência. Porém, as estatísticas comprovam que 10% da populacão mundial é portadora de deficiência física, sendo que apenas 2% destes tem algum tipo de atendimento especial, seja público ou privado. Entre crianças e adultos que já foram crianças em idade escolar obviamente. E o que mais me dói, é ver o quanto Leo é esperto, como cria sua própria comunicação, como ele se mostra interessado e a felicidade que demonstra ao buscar o irmão no colégio com toda aquela música e agitação das criancas. Lugar de criança é na escola. Fato.

Tb já contei por aí, em posts, debates, que visitei muitas escolas, todas particulares, que se diziam inclusivas. TODAS, cobram 2 mensalidades para atendê-lo. NENHUMA apresentou algum projeto de inclusão e/ou tem profissionais preparados e capacitados para lidar com crianças deficientes. Aceitam meu filho pq é lei. Isto não é inclusão. Todas alegam que a cobrança de 2 mensalidades por um único aluno, é o custo de uma mediadora (outros chamam de facilitadora), que é uma espécie de ajudante para Leo já que ele é 100% dependente. Concordo com a necessidade deste profissional. Mas a questão é: Se a inclusão é lei, a própria escola teria que arcar com a estrutura para atender aquele aluno, concordam!? Todos nós sabemos que 1 mensalidade não é barata, 2 então… levando ainda em consideração que tenho outros filhos.

Concluindo. Além de não ter projeto de inclusão, existe este empencilho ‘mensalidadeS’ (no plural mesmo) para aceitá-lo. Isso é esmola. Isso é favor. Menos inclusão.

Última segunda-feira fui no “CRE”, ‘Coordenadoria Regional de Educação’ a procura de escola pública especial, já que percebi que não podia contar com as particulares. Deixei o preconceito de lado (sim, preconceito! todos nós temos!) e acreditei piamente que ali poderia estar a solução dos meus problemas. Ao chegar lá fomos muito bem recebidos. Além da educação e simpatia contagiante da pedagoga, fiquei encantada com seu engajamento na causa. Seus olhos brilhavam ao falar de seus ex-alunos deficientes. Vi o tratamento dela com alguns deles que lá estavam presentes com suas mães em busca do mesmo que eu: vaga em uma classe para PNE. [portador de necessidades especiais]

Ela me apresentou um incrível projeto que inclui material adaptado, comunicação alternativa, professores formados em educação especial e acreditou realmente no meu filho. Pela primeira vez vi uma esperança, uma luz no fim do túnel. Senti que meu sonho de ver Leo de mochila, merendeira e uniforme escolar, poderia ser realizado. Até descobrirmos que não há classe especial para a faixa etária dele. Até a idade de alfabetização, ou seja, 6 anos, o governo estimula a inclusão extinguindo turmas especiais, e incluindo o portadores de necessidades específicas em classes regulares. Assim mesmo aceitamos, pois nos foi proposto um estagiário estudante de pedagogia como acompanhante dele durante as aulas. Enquanto não conseguiam este estagiário, eu mesma o acompanharia nas aulas. Pegamos toda a papelada de encaminhamento e conseguimos uma vaga em uma escola municipal no bairro.

E então ontem fomos lá. Cheios de esperança, mas com medo ao mesmo tempo. Fomos conversar com a diretora que como em todas as escolas particulares que visitamos, colocou  “N” obstáculos para eu não fazer a matrícula. Segue diálogo:

Diretora: “Ihhh mãe, só vai ter vaga para ele no 2º turno, a tarde. Imagino que vc trabalhe né?! Ou se não trabalha, tem suas coisas para fazer. Não vai poder ficar com ele até conseguirmos o estagiário.”

Eu: “Não! Sou freelancer, e para mim a tarde é até melhor! Tenho compromissos pela manhã. Tá perfeito!”

Diretora: “Hummm…(olhando a lista de alunos) mas a tarde já tem 25 alunos que é o limite por turma. Não tenho vaga não. Só pela manhã mesmo.”

Eu: “Não tem problema! Dou um jeito, já que ele não vem todo dia mesmo,(foi pré acordado que ele começaria 3x/semana) consigo me programar!”

Diretora: “Mas a professora da turma da manhã não vai poder dar a atenção necessária ao Leo, estamos sem assistentes, é ela sozinha. Sem contar que ela é uma menina novinha, não tem especialização em educação especial. Vai ser difícil…”

Eu: “Mas já foi solicitado o estagiário no ‘CRE’ irão mandar o mais breve possível.”

Diretora: “Ihhhh… isso é o que eles falam! Conseguir um estagiário pode levar até 1 ano. E eles nem são estudantes de pedagogia. Alguns são biólogos, engenheiros, nada a ver com educação especial. Pode ser que nem venham.”

Eu: “Mas não foi o que me passaram na coordenadoria de educação. Vou lá agora então resolver isso.”

Diretora: “Mas aí você vai nos complicar, pega mal pra gente! Estou sendo sincera com você, não estamos preparados para isso. Mas se vc quiser matriculá-lo, ok, ele será muito bem vindo.”  (#oi!?)

Enquanto isso Leo em um revezamento colo da mãe X colo do pai, sorria, dava risadas, sem nem imaginar o tamanho do absurdo que se passava. Foi então que uma professora que participava da conversa disse que tb tem um filho especial. Contou que tirou seu filho desta escola onde ela mesma trabalha e o colocou em uma outra particular focada em educação especial. Pegamos o endereço e partimos para lá, sem desistir do sonho.

A pequena escola fica em um bairro vizinho. Simples, pode-se dizer até com um aspecto não muito agradável aos olhos, mas as aparências enganam. Mesmo. Conversamos com a responsável já que a dona estava ausente, conhecemos o espaço físico, as crianças, e foi encantamento a primeira vista! Pensei “há males que vem para o bem! conseguimos!” Fonoterapeuta, psicomotricista, terapeuta ocupacional, professores com décadas de experência em educação especial formam a equipe. Uma mulher apaixonada pela profissão que fala sobre o projeto educacional com lágrimas nos olhos de emoção! Que conta sobre os progressos de alunos antes desenganados, com orgulho e carinho. Leo foi muito bem recebido pelos profissionais e pelas crianças. Foi beijado, abraçado, e até eu ganhei carinho gratuito de pequenos anjos abençoados. Uma alegria! E tudo isso por um preço justo.

Mas… como na vida tem um porém, ouvi a frase: NÃO TEMOS VAGAS. Mais um balde de água fria, mas uma ponta de renovação de esperança que parecia perdida. Combinamos de retornar dia 03 de janeiro quando eles me prometeram que contratariam mais funcionários para atender a demanda e assim poderíamos fazer a matrícula.

É. Ainda não será agora que Leo será um estudante como sempre desejei. De mochila, uniforme e merendeira com uma vida social própria e um mundinho só seu. Enquanto isso, continuamos sonhando. Até quando conseguirmos sonhar.”
Escrito pela Mari do Blog http://contosmamaepolvo.blogspot.com/
E olhem como a família dela é linda e feliz….
Bjs, Pri
Obrigada pela visita e volte sempre!
Estamos presentes no Facebook, Google + e Instagram. *

Priscila Casimiro *
Mãe Sem Frescura *
www.maesemfrescura.net

Avalie